
Por conta do avanço, nesta terça (25), é celebrado o Dia Latino-Americano Contra a Coqueluche. De acordo a médica Analíria Pimentel, professora e pesquisadora na Universidade de Pernambuco (UPE), a data foi estabelecida como uma forma de frear o avanço da doença: países como Colômbia, Argentina e Costa Rica e estados como Bahia e Alagoas registraram surtos recentemente. A doença, que também é chamada de tosse comprida, tosse com guincho ou espasmódica, afeta o sistema respiratório e, se não for tratada, pode levar à morte.
Uma pesquisa realizada no Recife aponta que a preocupação entre os adultos deve aumentar; antes, o principal foco de campanhas era nas crianças, que chegam à morte mais facilmente. “O problema é que cada adulto, para cada caso de coqueluche, gera 17 casos. Nós, adultos, somos a fonte de transmissão para bebês”, contou Analíria Pimentel. A doença é transmitida principalmente através de gotículas de saliva, na hora da tosse ou do espirro.
Muitas vezes a coqueluche se espalha porque as pessoas confundem o principal sintoma – a tosse seca – com uma alergia ou uma asma. “Qualquer tosse seca e irritativa por mais de 14 dias, os médicos têm que pensar na coqueluche”, destacou Analíria. Para evitar que a doença se espalhe, além da percepção dos adultos que podem estar infectados, os bebês devem ser vacinados nos primeiros meses de vida.
O tratamento contra a coqueluche é feito com macrolídeos, que são antibióticos específicos; a princípio, o remédio evita a transmissão. “É um novo tempo que a gente precisa ficar em alerta. A gente tem que fazer um diagnóstico precoce, porque assim que a gente vai evitar que nossos bebês, as nossas grávidas tenham a coqueluche”, concluiu a doutora Analíria Pimentel.
Do G1 PE
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