quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

PIB de Pernambuco cresce 1,4% no terceiro trimestre


O crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de Pernambuco segue acima da média nacional. Enquanto o Brasil atinge 0,7%, o levantamento feito com base na comparação do terceiro trimestre de 2012 com o mesmo período de 2011 apresenta um crescimento de 1,4% no PIB pernambucano. Soma de todos os serviços prestados e bens produzidos em uma região, o PIB é um dos indicadores de como anda a economia de determinado lugar.

De acordo com a Agência Estadual de Planejamento e Pesquisas de Pernambuco (Condepe/Fidem), o bom momento da indústria da construção civil foi determinante para o crescimento neste período. Ainda segundo a Agência Condepe/Fidem, a produção de máquinas e produtos eletrônicos e a prestação de serviços no transporte e no turismo também foram importantes.

“Esse crescimento significa muito e reflete em todo o ciclo, toda a expansão que a economia de Pernambuco está vivenciando, mesmo com a conjuntura de crise. Isso porque a economia do estado está baseada em investimentos, então são investimentos que, nos próximos anos, vão apresentar resultados importantes.

São aplicações no setor industrial, principalmente, e você já tem a construção de uma montadora, junto com os investimentos de Suape. Quando isso começar a se apresentar nas pesquisas, haverá uma perspectiva muito boa para a economia de Pernambuco nos próximos anos, mesmo com a economia do Brasil estando em uma recuperação mais lenta”, afirma Maurílio Lima, presidente da Agência Condepe/Fidem.

No entanto, dois setores importantes para a economia do estado não conseguiram acompanhar esse crescimento. A agricultura e a pecuária estão enfraquecidas pelo mesmo motivo: a seca que castiga Pernambuco e preocupa as autoridades há quase dois anos.

Caminhando no sentindo contrário, a agricultura sofreu uma queda de -2,1%, enquanto a pecuária caiu em -19,9%. Da Zona da Mata ao Sertão do estado, dezenas de municípios sofrem com os efeitos da estiagem, que afetou diretamente a produção de leite e dizimou plantações.

Na sala de monitoramento da Agência Pernambucana de Águas e Clima (Apac), os meteorologistas avaliam a todo momento as ocorrências de chuva em Pernambuco. Para o semiárido, região mais crítica, ainda não há previsão de chuvas. “Vamos ter chuva abaixo da média nesse período de dezembro, janeiro e fevereiro em Pernambuco. No semiárido esses três meses vão apresentar um acumulado em torno de 300 milímetros. Na verdade, esperamos que chova, nesse período, 200 milímetros. Possivelmente teremos chuvas pontuais e esparsas, mal distribuídas”, explica Patrice Oliveira, meteorologista da APAC.

Do G1 PE

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